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Antes de o Google se tornar um gigante, usava… cortiça. Uma história dos primórdios da internet

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Hoje é difícil imaginar a internet sem o Google. O motor de busca tornou-se tão óbvio que é quase “invisível” — simplesmente existe. No entanto, o Google nem sempre foi um gigante tecnológico. A empresa foi oficialmente fundada em 4 de setembro de 1998, e os seus primórdios foram modestos, muito distantes dos atuais centros de dados multimilionários e da infraestrutura global.

A esses primeiros anos do Google está associada também uma curiosidade pouco conhecida. Pouca gente sabe que, nos primeiros racks do Google, as placas-mãe eram colocadas sobre suportes feitos de… painéis de cortiça.

 

Índice
1. Introdução
2. O Google antes de se tornar um gigante
3. Servidores sobre… painéis de cortiça – uma história real
4. A cortiça num museu de tecnologia
5. Porque escolheram precisamente a cortiça?
6. Onde é utilizada a cortiça atualmente?
7. Conclusão
8. FAQ

 

O Google antes de se tornar um gigante

Em 1999, o Google ainda era uma jovem startup que acabava de sair dos muros académicos de Stanford e dava os primeiros passos como empresa independente. Ainda não existia uma marca reconhecida, escritórios globais nem grandes investimentos. Existia, sim, uma ideia — o algoritmo PageRank — e a convicção de que a pesquisa de informação na internet podia ser feita melhor do que nunca.

O orçamento era mínimo, enquanto as necessidades cresciam dia após dia. O motor de busca ganhava rapidamente utilizadores, o que significava uma coisa: a necessidade de processar volumes cada vez maiores de dados. O Google não podia recorrer a soluções tecnológicas corporativas dispendiosas, pelo que, desde o início, apostou na improvisação, engenho e aproveitamento máximo dos recursos disponíveis.

 

Servidores sobre… painéis de cortiça – uma história real

A expressão “corkboard server rack” soa hoje quase como uma piada ou uma lenda da internet, mas refere-se, na realidade, a uma fase muito concreta e bem documentada da história do Google. Tratava-se dos primeiros racks de servidores de produção da empresa, utilizados no seu próprio centro de dados por volta de 1999, já depois de ultrapassada a fase puramente académica.

O que era exatamente esse tipo de rack? Em resumo: uma estrutura de servidores construída de forma autónoma, na qual se dispensaram as caixas metálicas tradicionais. Em vez disso, placas-mãe, discos rígidos, fontes de alimentação e ventoinhas eram montados sobre cortiça natural (ou um material semelhante), colocada em prateleiras simples dentro de uma estrutura metálica. O conjunto era aberto, densamente compactado e intensamente arrefecido por dezenas de ventoinhas.

A cortiça natural desempenhava aqui um papel muito prático. Era um material barato e facilmente disponível, que funcionava como:

  • distanciador entre a eletrónica e a estrutura metálica,

  • isolador elétrico simples.

Porque é que esta solução era genial — para a época? Porque respondia perfeitamente às necessidades reais de uma startup jovem. O Google precisava de construir rapidamente uma grande capacidade computacional com custos mínimos. Os racks de servidores prontos eram caros, pouco flexíveis e pensados para grandes corporações, não para um motor de busca em rápido crescimento. O “corkboard server rack” permitia:

  • escalar a infraestrutura de forma extremamente rápida,

  • utilizar componentes de PC baratos e produzidos em massa,

  • substituir e modificar o hardware com facilidade,

  • fazer tudo de forma mais rápida e económica do que a concorrência.

 

A cortiça num museu de tecnologia

Hoje, um dos primeiros racks de servidores em cortiça natural do Google já não funciona numa sala técnica esquecida, mas ocupa um lugar de destaque no Computer History Museum, em Mountain View — um dos mais importantes museus de tecnologia do mundo. É para lá que vão os objetos que tiveram um impacto real no desenvolvimento da informática e da internet.

Porque razão uma estrutura tão provisória e quase “caseira” entrou para a coleção permanente de um museu? Porque simboliza um momento de viragem. Este rack discreto mostra como nasceu a infraestrutura de uma empresa que hoje processa milhares de milhões de pesquisas por dia. É um objeto admirado pela ideia que representa: máxima funcionalidade com recursos mínimos.

O rack de cortiça natural do Google tornou-se um artefacto museológico porque conta a história da revolução digital “nos bastidores”. Em vez de servidores empresariais reluzentes, vemos improvisação, experimentação e coragem para quebrar padrões. É a prova de que tecnologias revolucionárias nem sempre nascem em laboratórios estéreis — por vezes surgem sobre um painel de cortiça, com peças baratas e grandes ambições.

 

Porque escolheram precisamente a cortiça?

A escolha da cortiça natural nos primeiros racks de servidores do Google não foi nem aleatória nem “mágica”. Não se tratou de uma experiência com materiais nem de um manifesto ecológico — a cortiça simplesmente funcionava. No contexto do final dos anos 90, com um orçamento limitado e uma enorme pressão para escalar rapidamente a infraestrutura, o que contava eram propriedades concretas e práticas.

Em primeiro lugar, a cortiça é um isolante elétrico natural. Separava as placas-mãe e os discos dos elementos metálicos da estrutura, reduzindo o risco de curtos-circuitos num sistema aberto e sem caixas. Em racks improvisados, onde a eletrónica estava literalmente “à vista”, isso tinha uma importância crucial.

Em segundo lugar, a cortiça era barata, leve e fácil de trabalhar. Podia ser cortada, substituída e ajustada rapidamente, sem ferramentas especializadas. Para uma startup que construía os seus próprios servidores quase “de um dia para o outro”, esta era uma vantagem inestimável.

 

Onde é utilizada a cortiça atualmente?

A história do Google mostra a cortiça natural num contexto tecnológico inesperado, mas o material é utilizado há anos de forma ampla e moderna — especialmente onde contam as propriedades funcionais, a durabilidade e o conforto.

 

Construção e isolamento
A cortiça é um material isolante valorizado. É utilizada, entre outras formas, como:

  • placas isolantes para paredes, coberturas e fachadas,

  • subcamadas de cortiça natural sob pavimentos, que melhoram o isolamento térmico e acústico e aumentam o conforto ao caminhar.
    Graças à sua estrutura, a cortiça retém bem o calor, é resistente à humidade e mantém as suas propriedades ao longo do tempo.

 

Interiores e design
Nos projetos contemporâneos, a cortiça natural assume cada vez mais uma função estética. Encontra-se como:

  • painéis decorativos de parede,

  • elementos estofados,

  • pavimentos de cortiça natural, que combinam aparência natural com conforto de utilização.
    A textura natural da cortiça aquece os interiores e integra-se bem tanto em estilos minimalistas como em abordagens mais orgânicas.

 

Acústica
Uma das maiores vantagens da cortiça são as suas propriedades de absorção sonora. Este material reduz eficazmente a reverberação e o ruído, sendo utilizado em:

  • salas de conferências,

  • estúdios de gravação,

  • escritórios em open space,

  • espaços educativos e culturais.

 

Escritórios, casas e espaços públicos
Graças à combinação de isolamento, durabilidade e estética, a cortiça natural é utilizada tanto em habitações privadas como em escritórios modernos e edifícios de uso público. Destaca-se onde o conforto dos utilizadores, a boa acústica e a resistência ao uso intensivo são essenciais.

Dos servidores improvisados do Google à arquitetura e ao design contemporâneos — a cortiça natural continua a ser um material que funciona na prática, independentemente da escala ou da aplicação.

 

Conclusão

A história dos servidores em cortiça natural do Google é mais do que uma curiosidade técnica do final dos anos 90. É um relato de como grandes ideias nascem em condições modestas, e de como as limitações podem tornar-se um motor de inovação. Antes de o Google se tornar uma das empresas tecnológicas mais poderosas do mundo, era uma startup que improvisava, experimentava e procurava as soluções mais simples possíveis.

A cortiça natural — hoje associada à construção ou ao design — desempenhou nesta história um papel surpreendente, mas muito concreto. Não como símbolo de ecologia ou de tecnologia futurista, mas como uma ferramenta prática que ajudou uma jovem empresa a construir a sua primeira infraestrutura de forma rápida, económica e eficaz.

 

FAQ – cortiça natural

1. O que é a cortiça natural?
A cortiça natural é um material obtido da casca do sobreiro. É leve, elástica, durável e totalmente natural, e a sua estrutura permite um excelente isolamento térmico e acústico.

2. Que propriedades tornam a cortiça tão versátil?
A cortiça é:

  • isolante térmico e acústico,

  • material não condutor de eletricidade,

  • resistente à humidade e ao bolor,

  • elástica e resistente a deformações,

  • agradável ao toque e silenciosa na utilização.

São precisamente estas características que fazem com que a cortiça “funcione” em aplicações tão diversas.

3. Porque é que a cortiça funcionou até numa utilização tão invulgar como os servidores do Google?
Porque oferece isolamento natural, amortecimento de vibrações e segurança elétrica. Embora tenha sido usada de forma provisória, as suas propriedades essenciais foram verdadeiramente úteis.

4. A cortiça natural é um material durável?
Sim. Quando corretamente aplicada, a cortiça mantém as suas propriedades durante décadas. Não se esfarela, não perde elasticidade e resiste bem ao uso intensivo.

5. A cortiça é um material ecológico?
Sim. A cortiça é um recurso renovável — é extraída sem abater árvores e a sua produção tem uma baixa pegada de carbono. É uma das razões pelas quais regressa cada vez mais à arquitetura e ao design contemporâneos.

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